IRARA – ainda há esperança
A Unidade de Gestão de Fauna (UGFA) do Daae, em seu constante trabalho de monitoramento de fauna silvestre em áreas verdes do município de Araraquara, teve uma grande e agradável surpresa no final do ano de 2018. Foi registrado por nossas armadilhas fotográficas (Câmera trap), um animal importantíssimo como indicador de qualidade ambiental, a Irara.

A Irara (Eira barbara) é um animal onívoro da família dos mustelídeos. É a única espécie do gênero Eira. Tem um aspecto semelhante ao das martas e fuinhas, podendo atingir um comprimento de 60 centímetros (não incluindo a cauda). As Iraras habitam as florestas tropicais da América Central e América do Sul.
Também conhecida no Brasil pelos nomes de Papa-mel, porque esse é um de seus alimentos preferidos, e Jaguapé. Nos países de língua espanhola, que constituem uma grande parte de seus domínios, a Irara é chamada Cabeza de cejo, que significa "Cabeça de velho", porque o animal tem uma cabeça cinzenta sobre o corpo negro e também porque suas orelhas curtas e arredondadas lhe dão um ar "humano".
Por ser um animal terrestre solitário, extremamente rápido e de hábitos diurnos, há poucas informações sobre os aspectos ecológicos da espécie, além de não existir informações consistentes sobre as populações naturais.
Por ocorrer principalmente em área de floresta, é que a Irara tem sofrido perdas populacionais elevadas devido à diminuição da cobertura vegetal em grande parte do território nacional, podendo assim, estar ameaçada em algumas regiões, além de ter poucos indivíduos em cativeiro.
A preservação e conservação dos nossos ecossistemas, no caso do município de Araraquara, os remanescentes de Cerrado e Mata Atlântica, são fundamentais para a manutenção das populações tanto de Iraras como de diversas outras espécies de animais silvestres.
A presença de um animal como a Irara em áreas tão impactadas pelas mais diversas atividades econômicas, destaque para a monocultura da cana-de-açúcar e a pecuária, nos mostra o quanto esta espécie vem lutando pela sobrevivência e a urgência da criação de políticas públicas que visem conservar as áreas naturais que ainda restam no nosso município.
Rodrigo Manoel Batigalhia Aparecido
Fiscal Ambiental

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